A acessibilidade é um assunto importante no planejamento urbano e patrimonial, principalmente porque existem leis e normas que devem ser cumpridas.

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O grande desafio é conciliar as intervenções necessárias com a preservação do patrimônio cultural. Isso deve acontecer sem descaracterizar o patrimônio e garantindo às pessoas portadoras de necessidades especiais (PNE) ou com mobilidade reduzida a possibilidade de acesso ao interior do imóvel, pelo menos uma rota acessível interligando todos os espaços e atividades abertas ao público; além de serviços e equipamentos como sanitários, telefones públicos e bebedouros acessíveis, vagas de estacionamento reservadas e lugares específicos em auditórios para PNE; tudo isso devidamente sinalizado com o Símbolo Internacional de Acesso, sinalização tátil e sonora.

De acordo com o Iphan, a acessibilidade deve proporcionar um deslocamento fácil e seguro para todos. Os centros históricos devem possibilitar o usufruto do espaço público e do patrimônio, garantindo o direito constitucional à cidade e à cultura. A acessibilidade em edifícios tombados não implica apenas em superar barreiras físicas, mas acesso à memória e conhecimento dos espaços das próprias edificações.

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As intervenções que buscam promover a acessibilidade e melhorar mobilidade nos conjuntos urbanos tombados podem ter impacto positivo produzindo qualificação desses espaços. As modificações agregam elementos que valorizam a melhor circulação de pessoas, o uso de equipamentos urbanos e propiciam maior contato com o patrimônio e inclusão sócio espacial.

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