As cartas patrimoniais são documentos conclusivos de encontros entre especialistas da área de conservação e restauro. Eles estabelecem procedimentos a serem assumidos nos trabalhos de documentação, preservação, planos de conservação e diretrizes para intervenções de restauração e manutenção do patrimônio cultural. Em resumo, balizam o que pode e o que não pode ser feito no patrimônio. Atualmente, existem 40 cartas. Elas podem ser complementadas ou podem ser criadas novas, dependendo da demanda. A última foi criada em 2010 e trata dos jardins históricos brasileiros, é a Carta de Juiz de Fora.

Como especialistas em restauro, elencamos as principais dúvidas para facilitar o entendimento sobre o tema:

– De que forma as cartas patrimoniais influenciam na vida das pessoas?

Ela são diretrizes com critérios para restauração de uma edificação tombada, assim como jardins, centros históricos, ruínas arqueológicas e cidades históricas. Com esses parâmetros, um arquiteto restaurador pautará seu projeto nas demandas do cliente. Há como garantir excelência nos trabalhos e manutenção do uso do imóvel sem prejudicar a sua história.

– Quem cria as cartas?

São fundamentadas em encontros internacionais com profissionais e representantes de organizações que atuam com patrimônio histórico.

– Elas são adaptáveis?

Sim. Podem ser adaptadas para especificação dos critérios, não alteração dos mesmos. No caso do surgimento de novos parâmetros, são criadas novas cartas.

– As cartas balizam projetos da Ornato?

Sim. Todos os nossos projetos e obras de restauração da Ornato seguiram e seguem os critérios das cartas patrimoniais. Um dos papeis mais importantes do arquiteto restaurador é saber adequar as demandas de seu cliente às regulamentações de preservação.